Afinal, o que significa ter estilo próprio?
Você já teve a sensação de olhar para o seu guarda-roupa e pensar: “Eu tenho tantas roupas, mas ainda não sei exatamente qual é o meu estilo”?
Ou talvez já tenha comprado uma peça porque estava na moda, viu alguém usando e achou linda… mas, quando chegou a sua vez de vestir, alguma coisa simplesmente não parecia combinar com você.
Foi justamente pensando nessas situações que comecei a pesquisar mais sobre estilo pessoal.
E quanto mais eu descubro sobre moda, mais percebo que ter estilo não significa saber todas as regras, acompanhar todas as tendências ou ter um guarda-roupa cheio de peças incríveis.
Talvez tenha muito mais a ver com se conhecer.
Estilo pessoal não é seguir todas as tendências
A moda está sempre mudando.
A cada temporada surgem novas cores, estampas, modelagens, tecidos e maneiras diferentes de usar peças que já conhecemos.
E é justamente isso que torna a moda tão interessante.
Mas existe uma diferença entre acompanhar a moda e construir o próprio estilo.
Uma tendência pode chamar nossa atenção, mas isso não significa que precisamos incorporá-la ao nosso guarda-roupa.
Podemos gostar de uma tendência na passarela, em uma revista ou em outra pessoa e, ainda assim, perceber que ela não representa quem somos.
E tudo bem.
Talvez uma tendência inteira não faça sentido para você, mas uma cor, um acessório, uma estampa ou uma modelagem daquela tendência possa fazer.
É aí que entra o estilo pessoal.
Então, o que é estilo pessoal?
De maneira simples, podemos pensar no estilo pessoal como a forma como escolhemos nos apresentar através das roupas, dos acessórios, das cores, dos sapatos, dos cabelos e até dos pequenos detalhes.
É uma espécie de linguagem visual.
Mas não precisa ser uma linguagem rígida.
Você não precisa escolher uma única palavra para definir seu estilo.
Pode gostar de peças clássicas em alguns dias, de uma produção mais casual em outros e, de repente, querer experimentar algo completamente diferente.
O estilo também pode mudar.
Nós mudamos.
Nossa rotina muda.
Nosso corpo muda.
Nossos gostos mudam.
Nossa vida muda.
Por isso, talvez não faça sentido tentar colocar uma pessoa dentro de uma única definição.
Será que precisamos escolher um estilo?
Esse foi um dos pontos que mais me chamou atenção durante minhas pesquisas.
É muito comum encontrarmos classificações como:
- clássico;
- romântico;
- elegante;
- casual;
- moderno;
- criativo;
- esportivo;
- dramático;
- minimalista.
Essas classificações podem ser interessantes como ferramentas para entender nossas preferências.
Mas elas não precisam funcionar como caixas.
Você pode gostar de uma camisa clássica e combiná-la com um tênis.
Pode gostar de uma saia romântica e usar uma jaqueta mais pesada.
Pode amar alfaiataria e, ao mesmo tempo, não abrir mão do conforto.
Pode gostar de cores neutras e, de repente, se apaixonar por uma peça vermelho-tomate.
E talvez seja justamente essa mistura que faça o seu estilo ser seu.
O que as suas roupas dizem sobre você?
Uma pergunta interessante para começar a descobrir seu estilo é:
“O que eu quero transmitir quando me visto?”
Não existe uma resposta certa.
Talvez você queira transmitir praticidade.
Talvez queira parecer mais elegante.
Talvez queira se sentir feminina.
Talvez queira transmitir criatividade.
Talvez queira simplesmente se sentir confortável e bonita.
E a resposta pode mudar dependendo da ocasião.
A roupa que escolhemos para trabalhar pode ser diferente daquela que usamos para sair com as amigas, viajar, ficar em casa ou participar de uma ocasião especial.
Isso não significa que temos vários estilos.
Significa que temos diferentes necessidades e momentos.
Comece observando o que você realmente usa
Uma maneira simples de começar essa descoberta é olhar para o seu próprio guarda-roupa.
Não para pensar apenas no que está faltando, mas para observar aquilo que você já possui.
Quais peças você usa repetidamente?
Quais roupas fazem você se sentir bem?
Quais ficam esquecidas?
Quais você comprou porque realmente gostou?
E quais comprou apenas porque estavam na moda?
Existe alguma cor que aparece várias vezes no seu armário?
Você prefere roupas mais estruturadas ou tecidos fluidos?
Gosta de estampas ou prefere peças lisas?
Prefere acessórios discretos ou gosta de chamar atenção para eles?
Essas pequenas observações podem revelar muito sobre nossas preferências.
E se o meu estilo estiver mudando?
Pode estar.
E isso é completamente normal.
Talvez uma roupa que fazia muito sentido para você alguns anos atrás já não represente mais quem você é hoje.
Talvez seu corpo tenha mudado.
Talvez sua rotina tenha mudado.
Talvez você simplesmente tenha descoberto novos gostos.
Isso não significa que você “perdeu o estilo”.
Significa que está vivendo uma nova fase.
E talvez uma das partes mais interessantes da moda seja justamente poder experimentar essa transformação.
Moda pode ser descoberta, não obrigação
Quanto mais eu pesquiso sobre moda, mais gosto da ideia de enxergar as tendências como possibilidades.
Não precisamos usar tudo.
Não precisamos gostar de tudo.
Não precisamos seguir uma cartilha.
Podemos observar, experimentar, adaptar e escolher.
Uma tendência pode entrar no nosso guarda-roupa inteira, apenas em um detalhe ou simplesmente passar por nós sem deixar nenhuma vontade de experimentá-la.
E tudo isso faz parte.
No fim das contas…
Talvez ter estilo próprio não seja encontrar uma definição perfeita para nós mesmas.
Talvez seja aprender a reconhecer aquilo que faz sentido para quem somos.
É saber olhar para uma tendência e pensar:
“Eu gostei. Como posso adaptar isso para mim?”
E também conseguir olhar para outra e dizer:
“É bonita, mas não é para mim.”
As duas respostas são igualmente válidas.
Porque moda pode mostrar o que está acontecendo no mundo.
Mas o nosso estilo mostra como escolhemos viver esse mundo.
E talvez essa seja uma das descobertas mais interessantes nessa jornada.
Eu ainda estou descobrindo o meu. E você?
💬 Quero saber: quando você olha para o seu guarda-roupa, consegue identificar facilmente o seu estilo ou sente que ainda está descobrindo?

Comentários
Postar um comentário